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Migração para o IP: O que você precisa saber sobre NDI, OMT, SRT e Dante na produção audiovisual

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Equipe Work Video
calendar_today 4 de março de 2026
schedule 5 min de leitura
Migração para o IP: O que você precisa saber sobre NDI, OMT, SRT e Dante na produção audiovisual

Durante décadas, a infraestrutura de qualquer estúdio de TV ou produtora se baseou em um padrão inquestionável: os cabos coaxiais (SDI) para o vídeo e os pesados multicabos (XLR) para o áudio. No entanto, com a necessidade crescente de produzir mais conteúdo, com maior flexibilidade e equipes reduzidas, a indústria audiovisual atravessa agora a sua maior revolução técnica desde a transição para o HD: a migração para o sinal sobre IP (Internet Protocol).

Quatro siglas têm liderado essa transição e gerado muitas dúvidas entre os Gestores de Engenharia e Diretores Técnicos: NDI, OMT, SRT e Dante.

Como especialistas na implementação de infraestruturas avançadas, a Work Video desmistifica essas tecnologias e explica como elas estão redefinindo a produção ao vivo.

NDI (Network Device Interface): A revolução do vídeo no estúdio

Desenvolvido pela NewTek, o protocolo NDI revolucionou a produção em rede local (LAN). Na prática, ele permite que sistemas compatíveis se comuniquem, enviem e recebam vídeo com qualidade broadcast, áudio e metadados com baixíssima latência através de uma rede de TI padrão (Gigabit Ethernet).

As grandes vantagens do NDI para o seu switcher:

  • O fim do ponto-a-ponto: Em um ambiente SDI, cada câmera precisa de um cabo ligado diretamente a uma porta física da mesa de corte. Com o NDI, a câmera se conecta a um switch de rede. Qualquer computador ou sistema de produção na mesma rede pode “puxar” esse sinal instantaneamente.
  • Flexibilidade total: Seu estúdio pode estar no térreo e a ilha de edição no terceiro andar. Desde que compartilhem a mesma rede, o sinal flui de forma bidirecional.

OMT (Open Media Transport): A nova força de código aberto

Enquanto o NDI dominou o mercado de rede local nos últimos anos, a indústria está agora de olho no OMT, um protocolo de rede de código aberto (open-source) desenhado para transmitir vídeo de alta performance e baixíssima latência na LAN.

Por que o OMT está ganhando tanto destaque?

  • Totalmente Gratuito e Aberto: Diferente de protocolos proprietários, o OMT utiliza a licença MIT. Ele roda em uma rede gigabit padrão sem a necessidade de licenças ou hardwares especiais.
  • Codec VMX de Ultra Baixa Latência: Utiliza o eficiente codec de vídeo VMX (já suportado no FFmpeg e totalmente otimizado para o vMix). Permite trafegar múltiplos sinais em 4K a 60fps, suportando Alpha Channel (transparências para geradores de caracteres) e vídeos em 10-bit e 16-bit com menos de um frame de atraso.
  • Foco na Estabilidade (TCP): Ao contrário de outros protocolos que usam UDP, o OMT transmite exclusivamente via TCP, tirando proveito da aceleração de hardware nativa presente na maioria das placas de rede e sistemas operacionais.

SRT (Secure Reliable Transport): A excelência na produção remota

Se o NDI e o OMT brilham na rede local do estúdio, o SRT (desenvolvido pela Haivision) foi desenhado para dominar as redes instáveis, como a internet pública. O SRT garante a entrega de vídeo de alta qualidade de forma segura e com baixa latência em conexões externas.

Por que usar o SRT na sua operação?

  • Resiliência: Se a conexão 4G/5G sofrer uma queda momentânea durante uma externa, o SRT consegue recuperar os pacotes perdidos, garantindo que o sinal chegue limpo à emissora, sem aquelas falhas e travamentos (glitches).
  • Segurança e Produção Remota (REMI): Suporta criptografia AES (128/256 bits). Você pode mandar uma equipe apenas com câmeras e mochilinks para a rua e receber o sinal diretamente no controle mestre da emissora, reduzindo drasticamente os custos logísticos com Unidades Móveis (UMs).

Dante: O fim do pesadelo dos cabos de áudio

O Dante (desenvolvido pela Audinate) é o rei indiscutível do Áudio sobre IP (AoIP). Captações que antes exigiam a passagem de grossos multicabos analógicos até a mesa de som são agora resolvidas com um único cabo de rede.

O poder do Dante na sua infraestrutura:

  • Áudio não comprimido multicanal: Um simples cabo de rede (Cat5e/Cat6) transmite centenas de canais de áudio não comprimido, com latência praticamente nula, entre os microfones, a mesa de som e a transmissão.
  • Roteamento Inteligente: O roteamento do áudio é feito por software (Dante Controller). Você pode enviar o canal de um microfone para múltiplos destinos simultaneamente com apenas alguns cliques.

A Plataforma WSolution: O cérebro preparado para o IP

Fazer a transição para o IP exige um hardware capaz de processar todos esses protocolos simultaneamente e com estabilidade 24/7.

Toda a linha WSolution desenvolvida pela Work Video (desde as versões Desktop até os robustos modelos Rack Pro e Rack Broadcast) está preparada para esse ecossistema:

  1. SRT: Para receber os links de repórteres na rua.
  2. OMT e NDI: Para receber as câmeras robóticas (PTZ) locais e puxar GC com canal alpha pela rede (com integração perfeita e nativa ao vMix).
  3. Dante: Através do Dante Virtual Soundcard, a WSolution recebe os canais de áudio individuais diretamente da rede para uma mixagem perfeita, sem placas de captura de áudio externas.

Não sabe por onde começar a sua migração para o IP? A configuração de switches gerenciáveis, o cálculo de banda e a criação de VLANs exigem conhecimentos profundos de TI e Broadcast. A engenharia da Work Video faz todo esse planejamento e a entrega do projeto no modelo “chave na mão”.

Fale com a nossa equipe de Projetos e descubra como modernizar a sua infraestrutura com o melhor custo-benefício.

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Sobre o Autor

Equipe Work Video faz parte da equipe de especialistas da Work Video, trazendo as últimas novidades e insights técnicos sobre o mercado de broadcast e audiovisual profissional.

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